Azure Arc: Azure para qualquer infraestrutura

Com o amadurecimento e a adoção em massa dos serviços em nuvem nos últimos anos, muitas empresas de médio e grande porte possuem hoje uma infraestrutura totalmente distribuída. Uma consequência natural é o aumento na complexidade de gestão dos ativos e a falta de uma visão compreensiva sobre o todo.

Como lidar com isso?

Afinal, são diversas abordagens e ferramentas para administrar diferentes tipos de recursos. Não se pode ignorar altos investimentos já realizados em infraestrutura local. Tão pouco, o poder de inovação que os serviços em nuvem oferecem. Até por isto, a alta demanda por aplicativos modernos e interconectados exige soluções híbridas, que possibilitem uma execução consistente em diferentes ambientes, seja na nuvem, local ou na borda (edge computing). A falta de coerência na administração pode fazer com que o custo para manter essas aplicações dispare.

A Microsoft tem endereçado estes pontos no Azure, aumentado a sua oferta de produtos para atender cenários híbridos. Os serviços de IoT estão em constante evolução, com uma grande quantidade de dispositivos homologados. Recursos de segurança e monitoramento recebem atualizações regulares e se integram cada vez mais aos demais serviços. Há quase um ano, Visual Studio Team Services e Team Foundation Server foram incorporados e se tornaram o Azure DevOps, que suporta repositórios externos e ferramentas como Jenkins, Terraform, Packer, Ansible, Chef e Puppet — além de oferecer CI/CD gratuito para projetos Open Source. Os clientes passaram a ter a opção de rodar a sua própria “região privada” do Azure, inclusive de maneira desconectada e com equipamento físico dedicado através do Azure Stack (oferecido hoje como portifólio de serviços para soluções de borda e hiperconvergência). Ou seja, o foco na interoperabilidade e integração nunca esteve tão grande.

Buscando aumentar ainda mais as opções, a Microsoft fez um importante anúncio na última semana durante o Ignite 2019, evento anual que contou com grandes novidades, sessões técnicas e laboratórios. Foi apresentado o Azure Arc, que permite gerenciar recursos sob qualquer infraestrutura diretamente do portal do Azure. O “arco” da Microsoft, estende as funcionalidades do Azure Resource Manager para controlar máquinas virtuais, clusters Kubernetes e bancos de dados locais, ou mesmo em outras plataformas, como AWS e Google Cloud. Por exemplo, será possível executar até serviços de dados como Azure SQL Database e Azure Database for PostgreSQL em qualquer infraestrutura ou nuvem, contando com atualizações automáticas, implantações rápidas e escalabilidade dinâmica. A possibilidade de controlar o acesso se baseando em papéis (RBAC), aplicar políticas de segurança em servidores, padronizar ambientes, garantir infraestrutura como código e usar recursos exclusivos do Azure (Azure Threat Detection), complementam os casos de uso.

O objetivo do Azure Arc parece claro: oferecer uma experiência centralizada para governança de aplicações conteinerizadas, banco de dados e servidores, que estejam dentro ou fora do Azure. Um ponto central para gerenciar de maneira uniforme soluções complexas e distribuídas, pode fazer a diferença. Ainda mais no ambiente corporativo. O Azure Arc promete enriquecer os serviços de nuvem híbrida da Microsoft, oferecendo flexibilidade e inovação real em literalmente qualquer lugar.

Desde que foi anunciado, o Azure Arc se encontra disponível para avaliação (public preview) e no momento não há custo para experimentar serviço.

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14/11/2019 | Por André Marques de Araújo | Em Técnico | Tempo de leitura: 3 mins.

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